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“Associação das religiões ao terrorismo tem muito a ver com desconhecimento”

31 mai, 2017 - 19:57 • Ana Rodrigues

No seminário "Paz e Futuro da Humanidade", o bispo anglicano D. Jorge Pina Cabral defendeu que a “essência das religiões é de paz”. Já o bispo das Forças Armadas falou da responsabilidade dos líderes religiosos.

As religiões são construtores de paz e o desconhecimento leva a que, muitas vezes, sejam associadas a actos de terrorismo. Foi desta forma que o bispo anglicano D. Jorge Pina Cabral realçou a importância de abordar na sociedade temas sobre o papel das religiões num futuro sem guerras.

No seminário "Paz e Futuro da Humanidade", que decorreu esta quarta-feira em Lisboa, o bispo da Igreja Lusitana, ramo português da comunhão anglicana, defendeu que “a essência das religiões é de paz, de respeito pela vida e a associação que muitas vezes se faz a actos terroristas tem muito a ver com o desconhecimento”.

Entrevista audio:

O terrorismo, diz D. Jorge Pina Cabral, tem sobretudo a ver com questões políticas e até com a “sede de poder”.

O bispo anglicano foi um dos convidados do seminário organizado pelo Ordinariato Castrense, tendo como pano de fundo o Centenário das Aparições de Fátima e da I Guerra Mundial (1914-18).

Um evento que, segundo D. Manuel Linda, bispo das Forças Armadas, teve como objectivo “enaltecer os valores da paz e o papel das forças armadas na defesa das pessoas que lhe confiaram a sua segurança”.

“Isso não quer dizer que haja guerras justas. O que defendemos é o direito à legítima defesa”, afirmou D. Manuel Linda.

Já sobre a responsabilidade dos líderes religiosos na busca de um mundo com paz, o bispo das Forças Armadas frisou que “têm de saber dialogar, estar em conjunto e isso desarma potenciais conflitos”

A união contribuirá para a “conversão dos corações, porque as guerras nem sempre são motivadas por razoes económicas, mas quase sempre são fruto de um coração que odeia”, referiu D. Manuel Linda.

O seminário contou também com a presença de D. Sifredo Teixeira, bispo da Igreja Evangélica Metodista Portuguesa.

A iniciativa contou ainda com oradores como o ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes; o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello; e o coronel Nuno Lemos Pires, comandante do Corpo de Alunos da Academia Militar.

A sessão de encerramento do Seminário foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que enalteceu o “contributo que as forças armadas e de segurança têm dado para a manutenção da paz, em tantos países espalhados pelo mundo”.

Marcelo rebelo de Sousa acrescentou que, “desde 1996, mais de 36 mil militares portugueses participaram em operações de apoio à paz, incluindo humanitárias, das Nações Unidas, da União Europeia ou da NATO”.

O seminário contou ainda com intervenções do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto; e do coronel Lemos Pires, da Academia Militar.

Fonte: Rádio Renascença

 

 

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