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O que é um jejum de carbono para a Quaresma?

Para Anglicanos, Católicos Romanos e muitos outros crentes, a Quaresma é o período em que lembramos os 40 dias que Jesus passou no deserto, enfrentando os desafios e as tentações. É o tempo no qual refletimos nos propósitos de Deus para a nossa vida.

Este ano desafiamo-lo(a) a fazer um Jejum de Carbono, de forma a reduzir as acções que deterioram a Criação de Deus. Aceite este desafio na sua vivência quaresmal.

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(21 de Janeiro de 2016)

Na última semana os Primazes da Comunhão Anglicana reuniram-se em Cantuária para uma semana de oração e de discussão. Poderá ter seguido os acontecimentos através dos media. Quero partilhar alguns pensamentos próprios sobre o que aconteceu na última semana, que foi sem dúvida uma das semanas mais extraordinárias que eu experienciei.

A primeira coisa a dizer é a de que a semana foi completamente sustentada na oração. A Comunidade de St. Anselmo, a comunidade internacional de jovens cristãos, sedeada no Palácio de Lambeth, transferiu-se para a Catedral de Cantuária e orou todo o dia e durante todos os dias pelos Primazes enquanto caminhávamos em conjunto. Enquanto Primazes juntamo-nos a todos os que diariamente se reuniam na Catedral para a Oração da manhã, Eucaristia e Oração da Tarde. E entretanto milhares, talvez milhões, de Anglicanos e outros na família cristã, por todo o mundo oravam em igrejas e colocavam orações nos media. Quero agradecer a todos os que oraram na última semana. Sentimo-lo e apreciamo-lo profundamente.

Então sobre o que aconteceu na semana passada.

Enquanto líderes da família das Igrejas Anglicanas num mundo tão atormentado pela violência e medo, encontramo-nos em Cantuária, com muito para partilhar e discutir, desde as mudanças climáticas à violência motivada pela religião.

Uma significativa parte da semana foi passada discutindo como, e mesmo se, poderíamos permanecer juntos, enquanto Comunhão Anglicana, à luz das mudanças feitas pelos nossos irmãos e irmãs na Igreja Episcopal (histórica Comunhão Anglicana nos Estados Unidos e nalguns outros países) no seu entendimento do casamento. É realmente importante referir aqui, que este não foi um encontro no qual tenhamos discutido formalmente as nossas diferentes visões sobre a sexualidade humana. Pessoalmente, o facto de que as pessoas são perseguidas pela sua sexualidade, é uma constante fonte de profunda tristeza. Tal como disse na Conferência de Imprensa no último dia do encontro, lamento profundamente a dor que a Igreja causou às pessoas LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros) no passado, continua a causar no presente, e pelo amor que muitas vezes falhamos completamente em lhes mostrar em muitas partes do mundo, incluindo Inglaterra. A pior coisa sobre isto é que tal leva as pessoas a duvidar se são amadas por Deus.

Temos que ver essa mudança. No nosso comunicado, os Primazes condenaram os preconceitos homofóbicos e a violência. Resolvemos trabalhar em conjunto para oferecer ajuda pastoral e serviço em amor, independentemente da orientação sexual. E reafirmamos a nossa rejeição de sanções criminais contra adultos do mesmo sexo que se relacionem entre si. Temos que atuar sobre estas palavras.

Voltando à resposta que demos sobre como seguir juntos em frente, à luz das decisões tomadas pela Igreja Episcopal dos Estados Unidos (TEC). Este foi um encontro no qual discutimos sobre se podíamos ou não permanecer em conjunto enquanto uma só família, depois de um dos membros ter tomado uma ação unilateral, neste caso, fazendo uma mudança fundamental sobre a fé e o ensino acerca do casamento e que sáo sustentados globalmente pela larga maioria das Províncias Anglicanas. Mas a questão pode e sem dúvida surgirá no futuro, para outros assuntos. Devo dizer que as Províncias são descritas como autónomas (definem a sua maneira de pensar) mas interdependentes (estamos ligados uns aos outros enquanto família).

Não é segredo dizer que antes do encontro, os sinais não eram bons. Era realmente possível que chegaríamos a uma decisão para andarmos separadamente, na prática, dividindo a Comunhão Anglicana. Nos debates que surgiram acerca destes assuntos ao longo de décadas até agora, alguns disseram que a unidade é inútil se for alcançada à custa da justiça. Outros argumentam que a unidade é um falso prémio se destrói a verdade. Ambos os pontos de vista não compreendem a natureza da Igreja, que não é uma organização mas um corpo de pessoas comprometidas umas com as outras dado que são seguidoras de Jesus Cristo. Somos reunidos juntos por Deus como família, dado que somos todos filhos de Deus.

O encontro chegou a um ponto na Quarta-feira que era simplesmente o de saber se caminhávamos juntos ou separados? E o que aconteceu depois, esteve para além das expectativas de qualquer um. Foi o Espirito a guiar. Foi um «momento de Deus». Como líderes da nossa Comunhão Anglicana, e mais importante como cristãos, olhamos uns para os outros, através das nossas profundas e complexas diferenças, e reconhecemos aqueles que víamos, como aqueles com quem somos chamados a caminhar em esperança, para a verdade e o amor de Jesus Cristo. Foi decisão unânime continuar a caminhar juntos e assumir a responsabilidade de fazer esse trabalho.

Continuamos comprometidos em estar juntos, embora tenhamos solicitado à Igreja Episcopal dos EUA que, mesmo estando presente nas nossas reuniões e em todas as discussões, não representará a Comunhão Anglicana perante outras Igrejas e não deve ser envolvida em comissões permanentes por um período de três anos. Durante este tempo, também pedimos que não votassem em assuntos de doutrina e de política organizativa interna.

É claro no ensino cristão, que não nos compete dividir o corpo de Cristo, que é a Igreja, mas também que temos que procurar tomar decisões tendo os outros em mente, tomando cada um seriamente, amarmo-nos uns aos outros apesar de grandes diferenças de ponto de vista.

Por esse facto, a unidade que foi tão notavelmente apresentada pelos Primazes Anglicanos em Cantuária na última semana é sempre custosa. É sempre dolorosa. Parece muito frágil. Somos uma família de Igrejas global em 165 países, falando mais de mil línguas e vivendo em centenas de culturas diferentes, como podemos não nos magoar uns aos outros à medida que procuramos permanecer juntos perante tanta diversidade?

Haverá feridas em cada um, mas temos que nos arrepender de ferir os outros que são especialmente vulneráveis, sejam eles pessoas LGBTI ou aqueles ameaçados pela violência motivada pela religião, terrorismo e exilio. Muitos, é claro, caiem em muitas categorias.

Mas essa unidade é também alegre e surpreendente, renovadora e criadora, dado que é a unidade no amor por Jesus Cristo, cuja única família somos nós, umas vezes argumentativa, por vezes cruel (o que é profundamente errado) mas criada por Deus e pertencendo uns aos outros irrevogavelmente.

Passámos tempo, falando acerca da situação desesperada de tantos cristãos à volta do mundo, vivendo com a ameaça e a realidade da violência motivada pela religiosidade. O principal medo para muitos, provavelmente quase a maioria dos Anglicanos no mundo de hoje, tal como é para os nossos irmãos e irmãs noutras partes da Igreja Cristã e para outras comunidades, é a violência com que diariamente se confrontam e confronta as suas famílias.

É o risco de uma mulher Congolesa raptada por uma milícia quando saiu para buscar água. É o risco das congregações das Igrejas no Paquistão em serem mortas por um bombista suicida enquanto oram ao Domingo de manhã. E são mil outros riscos iguais. Ouvimos muitas histórias emotivas de todo o mundo, partilhadas pelos colegas Primazes, e discutimos o que podemos fazer para desafiar tal violência.

Todos nós fomos profundamente tocados quando os efeitos das devastações provocadas pelas mudanças climáticas nos foram apresentados em termos que têm a ver com a própria existência das pessoas, comunidades e mesmo nações. Desde a subida do nível das águas, à seca e à fome provocadas pelo aumento de implacáveis paisagens áridas, o resultado é a vida ameaçada para muitos dos nossos irmãos e irmãs.

Assim, houve muita escuridão a lamentar e a comprometer-nos à mudança. Mas houve também raios de pura e alegre esperança. Os Primazes comprometeram-se todos, em qualquer parte da Comunhão, a Evangelizar. A proclamar a pessoa e o trabalho de Jesus Cristo, convidando todos a abraçar a beleza e o gozo do Evangelho e a proclamá-lo a todos.

Haverá muito mais a ser dito sobre isto nas próximas semanas e meses, certamente não apenas por mim, mas também por qualquer pessoa que se preocupa apaixonadamente pela Comunhão Anglicana. Por enquanto, quero partilhar estas reflexões iniciais convosco, e pedir-vos que se mantenham em oração pela unidade como irmãos e irmãs em Cristo. Se o rebanho de Cristo pode manter-se mais ou menos junto, tal é esperança para um mundo que se dilacera, e um sinal do que pode acontecer com o amor e misericórdia de Deus através de Jesus Cristo.

Justin Welby

 
[traduzido e adaptado do texto original pelo Departamento de Comunicação da Igreja Lusitana em 22 de Janeiro de 2016]

Caminhando juntos no Serviço de Deus ao Mundo

O encontro dos Primazes Anglicanos, os bispos seniores das 38 Províncias Anglicanas, com a presença do Arcebispo da Igreja Anglicana da América do Norte, teve lugar em Cantuária, entre segunda-feira 11 de Janeiro e sexta-feira 15 de Janeiro, a convite do sr Arcebispo de Cantuária, Justin Welby. A primeira manhã passou-se em oração e jejum.

Sabíamos que o encontro dos Primazes em 2016, assumiria a preocupação sobre as diferenças existentes entre nós no que diz respeito ao nosso ensino em assuntos de sexualidade humana. Estávamos também ansiosos em poder tratar de assuntos de áreas de maior preocupação.

O encontro começou com acordo sobre a agenda. O primeiro assunto acordado foi o de discutir um importante ponto de discórdia entre os Anglicanos em todo o mundo: a recente mudança à doutrina do casamento pela Igreja Episcopal dos Estados Unidos.

Durante a última semana, a decisão unânime dos Primazes, foi a de continuar a caminhar juntos, enquanto expressão profunda da nossa unidade no corpo de Cristo, por muito doloroso que esse caminhar possa ser, e apesar das nossas diferenças. Olhamos para o que tal significa em termos práticos.

Recebemos a recomendação de um grupo de trabalho dos nossos membros que ficou com a tarefa de definir como a nossa Comunhão Anglicana de Igrejas pode caminhar em conjunto e a nossa unidade ser fortalecida. O trabalho deles, condizente com anteriores declarações dos encontros dos Primazes, tratou das consequências que se seguem, para a Igreja Episcopal na relação com a Comunhão Anglicana, no seguimento da sua recente mudança da doutrina do casamento. As recomendações constantes dos parágrafos 7 e 8 da Adenda A são:

«É nosso desejo unânime caminhar em conjunto. No entanto dada a gravidade destes assuntos, reconhecemos formalmente essa distância, requerendo que por um período de três anos, a Igreja Episcopal não nos represente em organismos ecuménicos e inter-religiosos, não deva ser nomeada ou eleita para uma comissão permanente interna e que ao participar nos órgãos internos da Comunhão Anglicana, não tomarão parte no tomar de decisões sobre quaisquer questões relativas à doutrina ou política da Comunhão».

«Solicitamos ao Sr Arcebispo de Cantuária que apontasse um Grupo de Trabalho para manter as conversações entre nós próprios com a intenção de restaurar a relação, a reconstrução da confiança mútua, curando o legado de dor, reconhecendo a extensão da nossa comunhão e explorando as nossas profundas diferenças e assegurando que elas são mantidas entre nós no amor e na graça de Cristo».
 
Estas recomendações foram adotadas pela maioria dos Primazes presentes.
 
Desenvolveremos este processo para que o mesmo possa também ser aplicado, quando qualquer decisão unilateral em assuntos de doutrina e política é tomada e possa ameaçar a nossa unidade.
 
Os Primazes condenam os preconceitos e a violência homofóbica e resolvem trabalhar juntos para oferecer apoio pastoral e serviço em amor independentemente da orientação sexual de cada pessoa. Esta convicção provem do nosso discipulado de Jesus Cristo. Os Primazes reafirmam a sua rejeição da aplicação de sanções criminais contra pessoas do mesmo sexo que se relacionem entre si.
 
Os Primazes reconhecem que a Igreja Cristã e nela a Comunhão Anglicana agiu muitas vezes de um modo que causou profunda dor relativamente a pessoas dada a sua orientação sexual. Onde tal aconteceu eles expressam a sua profunda tristeza e afirmam de novo que o Amor de Deus para cada ser humano é o mesmo, independentemente da sua sexualidade, e de que a Igreja nunca deverá comportar-se de outro modo.
 
Afirmamos o processo de consulta que ocorreu em preparação para este encontro e que foi realizado pelo Arcebispo Welby e recomendamos a sua abordagem para futuros eventos dentro da Comunhão.
 
A consideração da aplicação necessária à admissão enquanto membro da Comunhão Anglicana da Igreja Anglicana da América do Norte foi reconhecida como algo que pertence ao Conselho consultivo Anglicano. Os Primazes reconhecem que tal aplicação, se viesse a ocorrer, levantaria significativas questões de política e jurisdição.
 
Na sequência da conferência sobre a mudança do clima ocorrida em Paris no último mês, o encontro tomou conhecimento de uma petição de quase dois milhões de assinaturas coordenada pela Rede Anglicana Ambiental. Foram apresentados relatórios sobre avanços para se desinvestir nos combustíveis fósseis, sobre a expansão dos desertos Africanos e a luta pela sobrevivência das pessoas do Pacifico, dado que a vida das ilhas está ameaçada em muitos lugares pela subida do nível do mar.
 
O encontro discutiu a realidade da violência motivada pela religião e o seu impacto nas pessoas e comunidades através do mundo. Os Primazes que vivem em locais nos quais esta violência é uma realidade diária falaram com amor e paixão sobre as suas circunstâncias e o efeito nos seus membros. O próprio Arcebispo de Cantuária tomou importantes iniciativas para discussão e aconselhamento mútuo entre pessoas pertencentes a um conjunto de comunidades de fé a nível global.
 
Os Primazes Anglicanos repudiaram qualquer violência justificada por motivos religiosos e expressaram a sua solidariedade com todos os que sofrem deste mal no mundo de hoje.
 
Os Primazes veem com expectativa a proposta a ser levada ao Conselho Consultivo Anglicano para serem adotadas medidas compreensivas de proteção de crianças a serem presentes a todas as Igrejas da Comunhão.
 
Numa apresentação sobre Evangelização, os Primazes alegram-se por a Igreja de Jesus Cristo viver para prestar testemunho ao poder transformante do amor de Deus em Jesus Cristo. Os Primazes ficaram motivados pela oportunidade de partilharem experiências de evangelização e motivados para evangelizar com os seus membros :
 
«Os Primazes comprometem-se alegremente e à Igreja Anglicana, a proclamarem incessante e autenticamente pelo mundo, a pessoa e obra de Jesus Cristo, convidando todos a abraçar a beleza e o gozo do Evangelho».

Os Primazes apoiaram a proposta do Arcebispo de Cantuária de convocar uma Conferência de Lambeth em 2020.

Os Primazes discutiram tribalismo, etnicidade, nacionalismo, as redes de clientelismo, e o profundo mal da corrupção. Refletiram que estes assuntos estão intrinsecamente ligados à guerra e à violência, e derivam da pobreza. Concordam em solicitar ao Secretário-geral da Comunhão Anglicana que promova um estudo para o próximo encontro de Primazes.

Os Primazes concordam em se encontrar de novo em 2017 e 2019.

(…)

Terminámos esta semana passada em conjunto enriquecidos pela comunhão que partilhamos e fortalecidos pelo testemunho fiel dos Anglicanos em todo o mundo. Os Primazes apreciaram profundamente as orações de muitos através do mundo durante o tempo passado em conjunto».
 
Apêndice A da declaração dos Primazes:

1 - Reunimo-nos como Primazes Anglicanos para orar e considerar como podemos preservar a unidade em Cristo dadas as contínuas e profundas diferenças que existem entre nós no que diz respeito ao nosso entendimento do casamento.

2 – Desenvolvimentos recentes na Igreja Episcopal (USA) no que diz respeito a uma mudança no Cânon sobre casamento, representam uma mudança fundamental da fé e do ensino sustentada pela maioria das nossas Províncias na doutrina do casamento. Possíveis desenvolvimentos noutras Províncias poderão exacerbar esta situação.

3 - Todos nós lamentamos que estes desenvolvimentos tenham causado ainda mais profunda dor através da nossa Comunhão.

4 – A tradicional doutrina da Igreja à luz do ensino das Escrituras, sustenta o casamento como sendo entre homem e mulher, numa união fiel e para a vida. A maioria dos presentes reafirmam este ensinamento.

5 - Condizente com a consistente posição de anteriores encontros dos Primazes tais ações unilaterais num assunto de doutrina sem unidade Católica é considerado por muitos de nós como um desvio da mútua responsabilidade e interdependência implícita na relação de uns com os outros na Comunhão Anglicana.

6 - Tais ações prejudicam ainda mais a nossa comunhão e criam uma desconfiança profunda entre nós. Tal resulta numa significativa distância entre nós e coloca enormes pressões no funcionamento dos Instrumentos da Comunhão e nas formas pelas quais expressamos as nossas relações históricas e em curso.
 
7 – É nosso desejo unânime caminhar em conjunto. No entanto dada a gravidade destes assuntos, reconhecemos formalmente essa distância, requerendo que por um período de três anos, a Igreja Episcopal não nos represente em organismos ecuménicos e inter-religiosos, não deva ser nomeada ou eleita para uma comissão permanente interna e que ao participar nos órgãos internos da Comunhão Anglicana, não tomarão parte no tomar de decisões sobre quaisquer questões relativos à doutrina ou politica.
 
8 - Solicitamos ao sr Arcebispo de Cantuária, que apontasse um Grupo de Trabalho para manter as conversações entre nós próprios, com a intenção da restauração da relação, a reconstrução da confiança mútua, curando o legado de dor, reconhecendo a extensão da nossa comunhão e explorando as nossas profundas diferenças, assegurando que elas são mantidas entre nós no amor e na graça de Cristo.
 
[Comunicado traduzido e adaptado do original pelo Departamento de Comunicação da Igreja Lusitana em 20 de Janeiro de 2016]

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WEB: www.igreja-lusitana.org

A histórica Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP21) concluiu-se em Paris. Pela primeira vez, após uma geração de negociações, uma comunidade global de cerca de 200 nações foi capaz de falar a uma só voz sobre a mudança climática. As conversações correram contra o tempo e produziram o acordo de Paris - um acordo global e ambicioso e juridicamente vinculativo.


A Conferência das Igrejas Europeias (CEC) saúda o acordo como um sinal de esperança para o combate às alterações climáticas e promoção da justiça ecológica. Ele contempla medidas abrangentes para conter o aumento da temperatura global "bem abaixo" dos 2° C, e prossegue os esforços para limitar este aumento a 1,5° C. O acordo também reconhece as necessidades específicas das comunidades vulneráveis, e compromete os países mais ricos a transferências financeiras para as regiões mais afetadas pelas alterações climáticas.

O acordo é histórico no seu reconhecimento da necessidade de uma mudança radical da economia global. Tal inclui esforços crescentes para reduzir as emissões de carbono, bem como o papel das nações industrializadas em liderar essas iniciativas. "A CEC defende há já bastante tempo uma forte ligação entre a justiça económica e a ambiental", afirmou o seu Secretário-Geral, pastor Guy Liagre : "congratulamo-nos com este acordo como um sinal de esperança e reconhecimento significativo da necessidade de uma ação global e comum."

Peter Pavlovic, secretário da Rede Europeia e Cristã do Ambiente (ECEN), ressaltou que, embora o acordo seja importante, deve ser visto como um convite para novas ações: "Temos pela frente um significativo trabalho de implementação. Devemos crer que as boas intenções do texto serão honrados."

As contribuições religiosas no processo de Paris foram notáveis. Igrejas e organizações ecuménicas da Europa e de todo o mundo tiveram uma forte presença na COP21, incluindo a liderança de uma peregrinação pela justiça climática. Os seus esforços em lançar luz sobre as dimensões éticas, o cuidado com os mais vulneráveis, e o aceitar da responsabilidade humana pelas mudanças climáticas foram reconhecidas durante as negociações. No centro das campanhas e ações das Igrejas está um apelo por uma justiça climática, uma preocupação chave que foi em grande parte editada no texto final.

"Uma resposta efetiva às alterações climáticas irá de um modo crescente questionar muitos hábitos nas sociedades industrializadas, e confrontar-nos com o desafio de uma maior equidade e limitações ao nosso estilo de vida", continuou Pavlovic, "no entanto, o reconhecimento desta responsabilidade, e a necessidade de justiça climática vai continuar a orientar o trabalho das Igrejas na salvaguarda da Criação ".

Press Release  da CEC nº 15/52 – Brussels – 14 de Dezembro

Traduzido e adaptado para o Português a 14 de Dezembro pela Departamento de Comunicação da Igreja Lusitana

[A Conferência das Igrejas Europeias (CEC) é uma família de cerca de 114 Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Velho-Católicas de todos os países da Europa, mais 40 conselhos nacionais de Igrejas e organizações em colaboração. A CEC foi fundada em 1959. Tem os seus escritórios em Bruxelas e Estrasburgo.

A Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica é membro de pleno direito da CEC. ]

O Peregrino é um dos mais importantes e modernos recursos para a formação e o discipulado produzido pela Igreja de Inglaterra, agora traduzido e adaptado pela Igreja Lusitana. Explora o que significa caminhar ao longo da vida com Jesus Cristo.

Pensado como um curso para o século XXI, o Peregrino assenta na participação, não na persuasão. Os que procuram respostas são encorajados a pôr em prática os métodos fundamentais da reflexão bíblica e da oração, descobrindo os textos-chave que têm ajudado as pessoas desde a Igreja dos primeiros tempos.

O Peregrino consta de duas fases: Seguir e Crescer. A fase Seguir apresenta a fé cristã, enquanto Crescer pretende desenvolver um nível mais profundo de discipulado.

Não exigindo quaisquer conhecimentos prévios sobre a fé cristã, o Peregrino pode ser usado em qualquer momento do caminho do discipulado e por qualquer tradição ou sensibilidade dentro da família anglicana.
 
VIDEO 1 - O QUE É O PEREGRINO
 
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